Entrevista Ping Pong
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Catarina de Angola - integrante da organização Terral Comunicação
Popular .
Entrevistada: Catarina de Angola
A
Faculdade Joaquim Nabuco, unidade Recife, promoveu no mês de outubro, a Semana
de Comunicação e Direitos Humanos, várias organizações sociais que militam em
prol da comunicação livre, alternativa e independente no Estado. Em um dos dias
da programação, foi realizado um bate –papo especificamente sobre o tema da
edição desse ano. Catarina de Angola, integrante da organização Terral de
Comunicação Popular, foi uma das palestrantes do evento, juntamente com outros
convidados. E, para aprofundar o tema com relação ao papel da comunicação
frente as questões sociais, Catarina Angola, conversou conosco respondendo
alguns questionamentos proposto em debate.
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REPÓRTER: Catarina
Angola, que análise você faz sobre a
Faculdade trazer um tema tão importante como esse, para jovens que estão
iniciando sua carreira na comunicação social?
CATARINA DE ANGOLA: Foi
um momento oportuno de nós dialogarmos sobre o papel da comunicação popular
como direito de cada individuo e movimento, sobretudo traçando o contexto do cenário
onde cada qual tem sua participação. Vale ressaltar que, esse momento é
extremamente esclarecedor para repassar, principalmente, aos universitários
como funciona a mídia e como ela tem atuado frente as questões do processo de
democratização espaços e canais para o fortalecimento de representatividade
comunicacional.
REPÓRTER: O
que representa para você o dia 18 de outubro – Dia da Democratização da
Comunicação?
CATARINA DE ANGOLA: Sem
dúvidas é um marco para comunicação. É
importante colocar que, a comunicação, atualmente, está representada por um
conjunto de organizações sociais, que, diariamente, lutam e relutam pela democratização,
valorização e representatividade dos
direitos de cada indivíduo, que busca estar representado na mídia brasileira.
E, essa data nos leva a refletir seriamente, sobre o desrespeito e violação dos
direitos humanos, que acontecem cotidianamente, seja no rádio, na internet, na
TV e nos jornais. Lamentavelmente. Plural, e que nós possibilitar termos uma
expressão maior da população nesses meios de comunicação. Logo, outubro é um
mês que nos ajuda a refletir sobre tudo isso.
REPÓRTER: Você acha que esses debates sobre
Comunicação e Direitos Humanos para os futuros jornalistas possibilita alguma
transformação? Sabendo que os mercado comunicacional vivem mais dos lucros, que
dos problemas sociais?
CATARINA DE ANGOLA: Eu
acho que o curso de jornalismo tem um papel importante na construção desse novo
olhar para o modo de fazer notícia e construir informação, principalmente, em
razão de termos um mercado tão fechado, e apenas com um olhar econômico, é aí
que entra o olhar para a comunicação popular ; acessível e próxima das pessoas,
dos bairros e periferias, e, claro, com mais liberdade de expressão, podemos
dizer assim. Levando em consideração esse conceito, a gente, já dá um grande
passo para uma nova fase no jornalismo pernambucano. Neste debate, queremos
lançar luz frente a uma nova forma de como o jornalista pode e deve atuá no
mercado. Sem ser necessariamente nos grandes e tradicionais veículos do Estado.
REPÓRTER: Catarina,
atualmente, que analise você faz da
mídia brasileira, no tocante a essa questão de comunicação em prol dos Direitos
Humanos?
CATARINA DE ANGOLA: Na
verdade, hoje, nós temos uma concentração das grandes de empresas de
comunicação que controla os veículos no Brasil. Sobretudo, as empresas que
produzem comunicação na região sudeste do Brasil, no eixo Rio de Janeiro e São
Paulo. Analiso que pouco se consegue
mostrar as as inúmeras diversidades que temos em nosso país, que são imensas.
São empresas que buscam unicamente suas interesses, infelizmente. Em sua
maioria, empresas privadas que não conseguem mostrar esta pluralidade de
informações, apenas fatos de relação de interesses institucionais. Obviamente
que temos grandes profissionais que trabalhão nessa empresas, que, com muita seriedade são comprometidos
com com a causa dos direitos humanos, mas no cotidiano das redações as pautas
com esses interesses acabam ficando de fora, ou quando são pautadas, elas
acabam por vir a desconstruir a imagem do ser cidadão. E frente a essa problemática, nós, jornalista,
entidades, e toda sociedade civil precisamos cada dia estar unidos para banir
essa prática.
REPÓRTER: A
reformulação Governamental que o Brasil tem passado recentemente, a exemplo da
presidência da república, tem trazido alguma mudança no campo da comunicação?
CATARINA DE ANGOLA: Avalio que, neste governo, a comunicação não tem
sido democratizada. Pelo contrário, nós, acompanhamos destinamento de recursos
públicos para o incentivo aos grupos de comunicação privada, que, diariamente,
ferem todos os princípios legais do direitos
humano. Infelizmente, nossa política
pública de comunicação, também, está a desejar.
REPÓRTER: Para
finalizar, gostaria que você destacasse
a importância do terral de coletiva de comunicação popular.
CATARINA
DE ANGOLA: O Terral foi formado há pouco mais de um ano por comunicadores e
comunicadores do Recife, com um compromisso de reverter esse modelo de fazer
comunicação que o Brasil vivencia atualmente. E, creio que, aos poucos estamos transformando
cada pessoa sobre o modo operacional de didático de fazer e construir a
noticia, em cada ação que fazemos e interagimos. Queremos seguir esperançosos
em prol de uma comunicação séria e mais igual e representativa para o nosso
povo.