quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Direitos Humanos na Comunicação Social



Entrevista  Ping Pong 

 
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Catarina de Angola -  integrante da organização Terral Comunicação Popular .

Entrevistada: Catarina de Angola

A Faculdade Joaquim Nabuco, unidade Recife, promoveu no mês de outubro, a Semana de Comunicação e Direitos Humanos, várias organizações sociais que militam em prol da comunicação livre, alternativa e independente no Estado. Em um dos dias da programação, foi realizado um bate –papo especificamente sobre o tema da edição desse ano. Catarina de Angola, integrante da organização Terral de Comunicação Popular, foi uma das palestrantes do evento, juntamente com outros convidados. E, para aprofundar o tema com relação ao papel da comunicação frente as questões sociais, Catarina Angola, conversou conosco respondendo alguns questionamentos proposto em debate.

 
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REPÓRTER: Catarina Angola, que análise você faz sobre a Faculdade trazer um tema tão importante como esse, para jovens que estão iniciando sua carreira na comunicação social?
CATARINA DE ANGOLA: Foi um momento oportuno de nós dialogarmos sobre o papel da comunicação popular como direito de cada individuo e movimento, sobretudo traçando o contexto do cenário onde cada qual tem sua participação. Vale ressaltar que, esse momento é extremamente esclarecedor para repassar, principalmente, aos universitários como funciona a mídia e como ela tem atuado frente as questões do processo de democratização espaços e canais para o fortalecimento de representatividade comunicacional.
REPÓRTER: O que representa para você o dia 18 de outubro – Dia da Democratização da Comunicação?
CATARINA DE ANGOLA: Sem dúvidas é um marco para comunicação. É importante colocar que, a comunicação, atualmente, está representada por um conjunto de organizações sociais, que, diariamente, lutam e relutam pela democratização, valorização e representatividade  dos direitos de cada indivíduo, que busca estar representado na mídia brasileira. E, essa data nos leva a refletir seriamente, sobre o desrespeito e violação dos direitos humanos, que acontecem cotidianamente, seja no rádio, na internet, na TV e nos jornais. Lamentavelmente. Plural, e que nós possibilitar termos uma expressão maior da população nesses meios de comunicação. Logo, outubro é um mês que nos ajuda a refletir sobre tudo isso.
REPÓRTER: Você acha que esses debates sobre Comunicação e Direitos Humanos para os futuros jornalistas possibilita alguma transformação? Sabendo que os mercado comunicacional vivem mais dos lucros, que dos problemas sociais?
CATARINA DE ANGOLA: Eu acho que o curso de jornalismo tem um papel importante na construção desse novo olhar para o modo de fazer notícia e construir informação, principalmente, em razão de termos um mercado tão fechado, e apenas com um olhar econômico, é aí que entra o olhar para a comunicação popular ; acessível e próxima das pessoas, dos bairros e periferias, e, claro, com mais liberdade de expressão, podemos dizer assim. Levando em consideração esse conceito, a gente, já dá um grande passo para uma nova fase no jornalismo pernambucano. Neste debate, queremos lançar luz frente a uma nova forma de como o jornalista pode e deve atuá no mercado. Sem ser necessariamente nos grandes e tradicionais veículos do Estado.
REPÓRTER: Catarina,  atualmente, que analise você faz da mídia brasileira, no tocante a essa questão de comunicação em prol dos Direitos Humanos?
CATARINA DE ANGOLA: Na verdade, hoje, nós temos uma concentração das grandes de empresas de comunicação que controla os veículos no Brasil. Sobretudo, as empresas que produzem comunicação na região sudeste do Brasil, no eixo Rio de Janeiro e São Paulo.  Analiso que pouco se consegue mostrar as as inúmeras diversidades que temos em nosso país, que são imensas. São empresas que buscam unicamente suas interesses, infelizmente. Em sua maioria, empresas privadas que não conseguem mostrar esta pluralidade de informações, apenas fatos de relação de interesses institucionais. Obviamente que temos grandes profissionais que trabalhão nessa empresas,  que, com muita seriedade são comprometidos com com a causa dos direitos humanos, mas no cotidiano das redações as pautas com esses interesses acabam ficando de fora, ou quando são pautadas, elas acabam por vir a desconstruir a imagem do ser cidadão.  E frente a essa problemática, nós, jornalista, entidades, e toda sociedade civil precisamos cada dia estar unidos para banir essa prática.
REPÓRTER: A reformulação Governamental que o Brasil tem passado recentemente, a exemplo da presidência da república, tem trazido alguma mudança no campo da comunicação?
CATARINA DE ANGOLA:  Avalio que, neste governo, a comunicação não tem sido democratizada. Pelo contrário, nós, acompanhamos destinamento de recursos públicos para o incentivo aos grupos de comunicação privada, que, diariamente, ferem todos os  princípios legais do direitos humano.  Infelizmente, nossa política pública de comunicação, também, está a desejar.
REPÓRTER: Para finalizar, gostaria que você destacasse a importância do terral de coletiva de comunicação popular.
      CATARINA DE ANGOLA: O Terral foi formado há pouco mais de um ano por comunicadores e comunicadores do Recife, com um compromisso de reverter esse modelo de fazer comunicação que o Brasil vivencia atualmente. E, creio que, aos poucos estamos transformando cada pessoa sobre o modo operacional de didático de fazer e construir a noticia, em cada ação que fazemos e interagimos. Queremos seguir esperançosos em prol de uma comunicação séria e mais igual e representativa para o nosso povo.