sexta-feira, 5 de junho de 2026

Nutricionista orienta como reduzir açúcar e gordura nas receitas juninas


Milho, amendoim, coco, batata-doce, mandioca, canela e cravo estão entre os ingredientes que ajudam a dar sabor e identidade às festas juninas. Com escolhas mais simples no preparo, é possível manter pratos tradicionais como canjica, curau, arroz-doce, bolo de milho, paçoca e pipoca no cardápio, mas com versões mais equilibradas e menos carregadas de açúcar, gordura e ingredientes ultraprocessados.    

Para quem deseja aproveitar a época sem exageros, a orientação é apostar em substituições que valorizem os alimentos naturais já presentes nas receitas típicas. Segundo Theda Manetta da Cunha Suter, coordenadora do curso de Nutrição da Wyden, o segredo está em preservar a memória afetiva da festa, mas com atenção nos ingredientes e no preparo.    

“Festa junina não precisa ser sinônimo de restrição. O mais importante é resgatar a comida de verdade e fazer escolhas mais conscientes. Ingredientes como milho, amendoim, batata-doce, mandioca, coco e especiarias já têm muito sabor e podem ser melhor aproveitados nas preparações”, afirma.    

Entre os alimentos mais presentes nas festas juninas, o milho é um dos principais protagonistas. Rico em carboidratos, fibras e vitaminas do complexo B, ele pode ser usado em receitas como curau, pamonha, bolo, canjica e mingaus. O problema, segundo a coordenadora, não está no alimento em si, mas na forma como ele costuma ser preparado.    

“Muitas vezes, uma receita que tem uma base interessante do ponto de vista nutricional acaba recebendo excesso de açúcar, leite condensado ou creme de leite. Com pequenos ajustes, é possível preservar o sabor e reduzir o impacto dessas preparações na alimentação”, explica Theda.    

Na prática, as adaptações podem começar pela redução gradual da quantidade de açúcar nas receitas. Outra alternativa é substituir o açúcar refinado por opções como demerara, mascavo ou adoçantes culinários próprios para aquecimento, quando houver indicação. O uso de canela, cravo, erva-doce, noz-moscada e coco também ajuda a realçar o sabor natural dos alimentos, diminuindo a necessidade de adoçar em excesso.    

Em preparações como canjica, arroz-doce e curau, o leite integral pode ser substituído por leite desnatado ou bebidas vegetais sem adição de açúcar. Já em receitas com amendoim, a recomendação é evitar versões industrializadas com muito sal, gordura ou açúcar adicionados, dando preferência ao alimento torrado sem outros ingredientes.    

A pipoca, outro clássico das festas juninas, também pode ser uma boa opção quando preparada com pouco óleo e menor quantidade de sal. “A pipoca vem do milho e pode ser uma escolha interessante. O cuidado está nos acompanhamentos, como manteiga, temperos prontos e grandes quantidades de sal”, orienta a coordenadora.    

Para Theda, o equilíbrio é o ponto central. A ideia não é retirar os pratos típicos da comemoração, mas adaptar as receitas e observar a quantidade consumida.    

“As comidas juninas fazem parte da nossa cultura e da nossa memória afetiva. O caminho mais saudável é manter esse vínculo, mas com preparações mais simples, menos açucaradas e mais próximas dos ingredientes naturais”, completa.    

*Receita simples: curau de milho mais leve*   

 Ingredientes:    

4 espigas de milho verde ou 2 latas de milho sem a água    

500 ml de leite desnatado ou bebida vegetal sem açúcar    

2 colheres de sopa de açúcar demerara, mascavo ou adoçante culinário próprio para aquecimento    

1 pitada de sal    

Canela em pó a gosto para finalizar    

Modo de preparo:    

Bata o milho com o leite no liquidificador até formar uma mistura homogênea. Em seguida, coe em uma peneira para retirar o bagaço. Leve o líquido ao fogo médio, acrescente o açúcar ou adoçante escolhido e uma pitada de sal. Mexa sem parar até engrossar e atingir textura cremosa. Depois, distribua em potinhos, finalize com a canela em pó.

Sete dicas de segurança digital para evitar prejuízos no trabalho home office

Descuidos no trabalho home office podem causar prejuízos e comprometer a segurança digital, alerta Santander


Para garantir mais proteção no trabalho em home office, o Santander alerta para os erros mais comuns que podem comprometer a segurança cibernética no modelo remoto. Entre os erros mais comuns estão a reutilização de senhas, a falta de duplo fator de autenticação, o uso de dispositivos pessoais sem atualização ou proteção adequada, redes Wi-Fi domésticas mal configuradas e cliques em mensagens de phishing por e-mail, SMS ou WhatsApp.

Outros descuidos podem também passar despercebidos, mas aumentam a exposição a riscos, como misturar ambiente pessoal e corporativo no mesmo dispositivo, usar o mesmo navegador para tudo, salvar senhas no navegador pessoal, enviar arquivos por canais não autorizados, manter sessão aberta e deixar a tela desbloqueada. Em reuniões online, principalmente fora de casa, também há risco de exposição involuntária de informações, seja pela tela, áudio ou pelo próprio contexto da conversa.

Já os prejuízos começam de forma silenciosa, com o sequestro de uma credencial ou o comprometimento de um dispositivo, e, rapidamente, evoluem para invasão de conta, vazamento de dados sensíveis, fraude operacional, perdas financeiras, impacto regulatório e dano reputacional. “Em muitos casos, um erro simples cometido por uma pessoa em casa acaba abrindo caminho para um problema maior dentro da empresa”, alerta Leandro Granja, CISO do Santander.

Desde o início da pandemia de Covid-19, quando o trabalho remoto ganhou mais força, as táticas golpistas também evoluíram e ficaram mais sofisticadas. Atualmente, o golpe é mais próximo do real e personalizado. Antes, era comum ver mensagens genéricas, mal escritas e fáceis de identificar. Hoje, o atacante usa linguagem correta, domínio parecido e muitas vezes dados reais da vítima ou da empresa.

“Os ataques passaram a ser mais multicanais. Muitas vezes, o golpe vem por e-mail, depois é reforçado por WhatsApp e, em alguns casos, até por ligação. Isso aumenta a sensação de legitimidade e reduz a chance de a vítima desconfiar. A tecnologia também elevou o nível das abordagens, uma vez que já existem casos de uso de inteligência artificial para personalizar contatos e, em situações pontuais, até simular voz de executivos ou autoridades”, alerta Granja.

Se, por um lado, as táticas golpistas ficaram mais evoluídas, do outro, as pessoas que trabalham em home office e as empresas também estão mais conscientes. Existem mais compartilhamento de informações sobre autenticação multifator (MFA), campanhas de conscientização, mais atenção a phishing e investimento em proteção de acesso remoto.

Dicas e recomendações

1. Separe o ambiente pessoal do corporativo

Use dispositivo dedicado ao trabalho ou, no mínimo, mantenha navegador, acessos e rotinas separados. Misturar tudo no mesmo ambiente aumenta a chance de vazamento acidental e de contaminação entre contas pessoais e corporativas.

2. Ative MFA

E-mail, VPN, sistemas internos, ferramentas em nuvem e até contas pessoais críticas devem ter duplo fator de autenticação. Depender apenas de senha já não é suficiente.

3. Use gerenciador de senhas

Sem gerenciador, a tendência é repetir senha, simplificar combinações ou salvar credenciais em locais inseguros. Isso facilita muito quando ocorre algum vazamento.

4. Segurança da rede doméstica

Troque a senha padrão do roteador, mantenha o firmware atualizado e proteja adequadamente o Wi-Fi da casa.

5. Mantenha tudo atualizado

Sistema operacional, navegador, aplicativos e antivírus precisam estar sempre em dia. Correção atrasada é porta aberta para exploração.

6. Desconfie de urgência

Parte dos golpes usa pressão, pressa ou senso de oportunidade. Mensagens que exigem ação imediata devem ser verificadas com calma e, se possível, por outro canal.

7. Não use canais pessoais para dados corporativos

Enviar arquivo por WhatsApp pessoal, e-mail particular, pendrive ou nuvem não autorizada parece prático, mas é uma das formas mais comuns de exposição indevida de informação.

terça-feira, 2 de junho de 2026

Igarassu amplia oferta de cursos gratuitos nas áreas de tecnologia e empreendedorismo

A partir desta terça-feira (02), a prefeitura de Igarassu, através do Complexo de Tecnologia, Empreendedorismo e Negócios (CTEN), abre uma série de cursos com o objetivo de ampliar oportunidades no meio da educação profissional e do empreendedorismo.

Entre os cursos disponíveis estão: mecânica, injeção eletrônica, produtos derivados de milho, mídias sociais, informática para pessoas 50+, informática básica e corte de cabelos. Os interessados em se inscrever, podem acessar o link https://capacitacao.igarassu.pe.gov.br/#/

Atualmente, o CTEN conta com quatro unidades em funcionamento nos bairros de Agamenon Magalhães, Saramandaia, Cruz de Rebouças e Beira Mar, aproximando a qualificação profissional da população igarassuense. Com funcionamento das 7h às 21h, o complexo atende diariamente centenas de pessoas em busca de capacitação, geração de renda e novas oportunidades.